Não coloque bocas na minha palavra

Daí que existe o X, e alfabetizados sabem disso. Se você não for alfabetizado, então o conteúdo do presente texto só chega até você porque alguém está lendo o que está escrito. Um tanto óbvio.

X é favorito como incógnita. Mas, tadinho, numa ordem linear conhecida como alfabeto, o X aparece quase no fim.

Na linha do alfabeto você precisa passar por A, B, C... vamos supor que cada letra é uma ideia, e que a ideia W é algo que não é nada bom. E, através do tempo, acostuma-se à ideia de que todo o caminho deve ser feito até chegar à ideia X.

Acontece que o caminho linear de A a X é apenas um caminho, e que não sou obrigado a fazê-lo. Posso ir diretamente a X, sem passar por outra letra (ideia) alguma. Porque sim. Porque ideias são palavras. E palavras são letras. Ideias não são números. Números são razão.

É certo que há ideias como Q, que só fazer sentido atreladas a um U, mas, grosso modo, o caminho entre duas ideias, por mais natural que seja, não as unifica de forma compulsória.

Em resumo, a brincadeira do título não é bem uma brincadeira. Posso defender X sem defender W. Se, historicamente, defensores de X sempre pensaram W, azar deles. Eles não falam por minha boca.

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